Futuro da medicina – parte 2

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Dando continuidade ao nosso post sobre os avanços na área da saúde, iniciado na parte 1, abordaremos agora alguns avanços que ainda encontram-se em estágios iniciais de desenvolvimento, mas que possivelmente estarão disponíveis no médio e no longo prazo. 

7. Impressão 3D

O conceito e as possibilidades da impressão 3D surpreendem a todos, e essa ferramenta foi rapidamente abraçada pela área da saúde. As impressoras 3D abrem um leque de aplicações enorme, que vão desde construir próteses a um custo muito mais baixo, medicamentos individualizados, aparelhos médicos, e até mesmo produção de tecidos e órgãos utilizando células do próprio paciente como base, o que derruba as taxas de rejeição, desempenhando um papel vital na medicina regenerativa. Esse advento tem permitindo à medicina oferecer tratamentos cada vez mais individualizados. 

Nesse contexto, tem-se a possibilidade de criar próteses muito mais baratas, feitas peça a peça, o que torna mais fácil construir e adaptar o modelo à necessidade do paciente. Outro exemplo de customização é a utilização de próteses em 3D na reparação de crânios. 

Cientistas também estão adicionando ao seu repertório a capacidade de imprimir células epiteliais através de impressão 3D. Da mesma forma, outros tecidos, cartilagens e ossos também podem ser reproduzidos em impressoras 3D. Pode parecer filme de ficção científica, mas a impressão de órgãos utilizando o mesmo conceito da impressão 3D é uma área extremamente promissora.

Essa tecnologia tem capacidade de revolucionar a maneira como são feitos alguns tratamentos e pesquisas médicas. Com isso, teremos novas formas de curar um paciente, de possibilitar uma vida com mais qualidade e, também, novas ferramentas para combater doenças complexas ainda sem cura.

8. Diagnóstico em tempo real – iKnife

O diagnóstico de doenças está se encaminhando para ser feito em tempo real. Um acessório médico de corte desenvolvido por pesquisadores do Imperial College London pode revolucionar os procedimentos cirúrgicos de retirada de tecidos cancerígenos: ele possui um sistema de detecção de células infectadas para não ferir demais o paciente ou deixar partes do tumor para trás. O bisturi inteligente, chamado iKnife pode ajudar cirurgiões a identificar o tecido canceroso, enquanto eles operam, possibilitando a retirada do tumor de uma forma muito mais precisa. A fumaça que emerge do tecido é coletada e enviada para um espectrômetro, que faz a análise química. A partir da composição da fumaça, o aparelho pode deduzir, em questão de segundos, se o tecido era canceroso ou saudável. Isso quer dizer que o iKnife é capaz de identificar durante uma intervenção, em tempo real, se um tecido é maligno sem a necessidade de ser enviar a amostra para o laboratório de patologia.

Esse é apenas um exemplo de como os diagnósticos tendem a se tornar cada vez mais rápidos. Além dele, podemos citar os avanços nos exames de imagem e bioquímicos, entre eles a tecnologia de PCR em Tempo Real (qPCR), uma evolução do método de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que proporciona testes muito mais sensíveis, específicos e rápidos, principalmente quando comparados aos testes convencionais, levando de 2 a 3 horas para emitir o resultado. Sem falar no surgimento futuro de sistemas de computação cognitiva, que poderão fornecer diagnósticos precisos em curto espaço de tempo, apenas fornecendo os dados dos pacientes.

9. Controle de aderência ao tratamento

A correta aderência às instruções e o cumprimento ao tratamento prescrito pelo profissional de saúde representam questões cruciais para melhorar a saúde dos pacientes reduzir o custo dos serviços de saúde. Várias empresas startups têm como foco o desenvolvimento de diferentes soluções para esse problema. Como exemplo, há um frasco de comprimidos que brilha na cor lilás quando uma dose da medicação deve ser tomada e brilha em vermelho quando uma dose foi esquecida (esta solução foi vencedora da Healthcare Innovation World Cup), alertando assim os membros da família. Em outro exemplo, minúsculos sensores digeríveis podem ser colocados em comprimidos que, ao serem engolidos, transmitem dados para os médicos e membros da família. No futuro, vai ser mais difícil não cumprir integralmente com a terapia prescrita.

10. Nanorobôs na corrente sanguínea

Novas tecnologias permitem que robôs do tamanho de formigas ou com diâmetros menores que o de um fio de cabelo possam monitorar a nossa saúde, diagnosticar doenças, auxiliar em cirurgias, e até mesmo liberar medicamentos direto na corrente sanguínea. As oportunidades são quase ilimitadas, abrindo um leque de oportunidades para prevenção de doenças, tratamentos específicos com liberação do remédio em seu local de ação necessário e uma variedade de procedimentos cirúrgicos não-invasivos. Já existem pesquisas com uso de nanorobôs no combate a células cancerosas, preservando células saudáveis, o que pode revolucionar o tratamento de diversos tipos de neoplasias malignas. Por fim, esses aparelhos irão também expandir o nosso conhecimento sobre biologia e anatomia.

11. Radiologia do futuro

A radiologia está em constante evolução. A cada ano surgem equipamentos e métodos capazes de tornar os diagnósticos mais precisos, permitindo que os pacientes tenham acesso a um tratamento médico de qualidade. O aprimoramento tecnológico permite a redução de custos na etapa diagnóstica, aumenta a eficácia dos procedimentos para registro de imagens de alta definição e oferece menos riscos à saúde, graças aos menores índices de radiação dos novos equipamentos. Uma máquina de multifuncional será capaz de detectar vários problemas médicos, medidas biológicas e sintomas de uma só vez. Além disso, em um futuro próximo, pode ser que a inteligência artificial revolucionará os exames de imagem. Na área médica, espera-se que os equipamentos baseados em machine learning (termo em inglês para a inteligência artificial) sejam capazes de reduzir o tempo de leitura dos dados de imagem gerados, aumentando a precisão dos exames e a eficácia dos diagnósticos.

Como podemos observar, as mudanças trazidas pela medicina do futuro devem reinventar a profissão de médico, empoderar os pacientes, aproximar a relação entre os dois e mudar a forma como as pessoas cuidam da saúde e encaram o corpo e sua longevidade. À medida que a tecnologia avança, o papel dos computadores, dispositivos e robôs no diagnóstico, análise e tratamentos aumenta exponencialmente. A educação médica terá de lidar com a integração destas novas tecnologias de forma rápida e eficiente e a sociedade terá de se adaptar aos novos modelos de cuidados com a saúde. São grandes os benefícios de todos esses avanços tecnológicos, mas igualmente importante é que sejam melhor difundidos. O impacto positivo da tecnologia nos cuidados de saúde é claro, e pode ser compreendido desde a melhoria da eficiência operacional aos padrões de atendimento ao paciente, otimização dos custos e impacto na experiência de todos os envolvidos com a saúde. A medicina do futuro já é uma realidade e é por isso que vamos seguir nos aprimorando e afirmando: o futuro da saúde é agora e precisamos estar prontos para essa revolução.

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